Dra. Laura Gusman na CNN Brasil: mulheres hetero podem ser grupo de risco para ISTs
- Mar 10
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A Dra. Laura Gusman participou de uma matéria da CNN Brasil sobre um tema que ainda gera muitas dúvidas na população: a vulnerabilidade de mulheres heterossexuais às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Na entrevista, foram discutidos fatores biológicos e estruturais que ajudam a entender por que mulheres hetero podem ser grupo de risco para ISTs, mesmo em contextos muitas vezes considerados de baixo risco.

A reportagem aborda um ponto importante da saúde pública: a ideia equivocada de que mulheres heterossexuais estariam naturalmente protegidas contra infecções sexualmente transmissíveis. Durante a entrevista, a Dra. Laura explicou que essa percepção não corresponde à realidade epidemiológica e que diversos fatores contribuem para aumentar a vulnerabilidade feminina às ISTs.
Além dos aspectos comportamentais, a matéria também destaca que características biológicas do corpo feminino influenciam diretamente o risco de transmissão de algumas infecções, reforçando a importância da informação e da prevenção.
Por que mulheres heterossexuais podem ter maior vulnerabilidade às ISTs?
Fatores anatômicos e fisiológicos
Do ponto de vista biológico, o trato genital feminino apresenta uma extensa superfície mucosa, que permanece exposta ao sêmen durante a relação sexual. Esse contato prolongado pode facilitar a transmissão de vírus e bactérias presentes nesse fluido.
Além disso, pequenas microlesões podem ocorrer durante a relação sexual, principalmente quando há menor lubrificação ou maior atrito. Essas microfissuras aumentam a possibilidade de entrada de microrganismos no organismo feminino.
Em diversas infecções sexualmente transmissíveis, a transmissão do homem para a mulher pode ocorrer com maior eficiência do que o caminho inverso. Isso acontece devido à maior área de exposição da mucosa vaginal e cervical, o que pode aumentar a probabilidade de infecção.
A questão estrutural também influencia o risco
Além dos fatores biológicos, existem também aspectos sociais e estruturais que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres às ISTs. Em muitos contextos, mulheres ainda enfrentam dificuldade na negociação do uso do preservativo dentro das relações.
Outro fator relevante é a percepção de segurança em relacionamentos considerados estáveis. Muitas mulheres deixam de utilizar preservativo nessas situações, o que pode aumentar o risco quando não há testagem regular ou quando existe infecção não diagnosticada.
Esses aspectos mostram que a prevenção das ISTs envolve não apenas fatores individuais, mas também questões culturais e sociais relacionadas à saúde sexual.
Prevenção e cuidado com a saúde sexual feminina
A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. O acompanhamento ginecológico regular, a vacinação contra HPV quando indicada e a orientação médica são fundamentais para a saúde da mulher.
Informação de qualidade e acesso ao acompanhamento médico são essenciais para ampliar a prevenção e promover maior autonomia das mulheres em relação à própria saúde.
Leia a matéria completa
A participação da Dra. Laura Gusman na matéria reforça a importância de ampliar o debate público sobre prevenção, saúde sexual e vulnerabilidades femininas.
A matéria completa pode ser lida no portal da CNN Brasil:
Sobre a Dra. Laura Gusman
Dra. Laura Gusman é médica ginecologista com foco em saúde íntima feminina, menopausa e ginecologia regenerativa. Atua com abordagem individualizada da saúde da mulher, incluindo tratamento de sintomas hormonais, cuidados com a saúde vulvovaginal e prevenção de doenças ginecológicas.
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